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Descupinização

Todos os cupins são eussociais, possuindo castas estéreis (soldados e operários). Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia. Existem também reprodutores secundários, que podem substituir o rei e rainha quando esses morrem, e as vezes ocorrem em grande número numa mesma colônia. A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época, ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia. Em busca de celulose, os cupins são capazes destruir até concreto e alumínio. Entre eles destacamos dois tipos:

CUPINS SUBTERRÂNEOS OU DE SOLO: São insetos sociais que nidificam no solo e atacam madeiras enterradas ou que mantenham contato direto. Nas edificações podem construir túneis ou galerias em componentes como pisos, paredes, colunas, aberturas para condutores hidráulicos, elétricos, telefônicos, aéreos, entre outros, e alcançar madeiras situadas em pontos isolados do ninho. Além de deteriorar a madeira em uso, são frequentemente encontrados atacando árvores. No interior do ninho e dos túneis os insetos conseguem manter o adequado suprimento de umidade necessário para a sobrevivência da colônia devido ao contato com o solo ou outra fonte de umidade. Eventualmente colônias podem estar estabelecidas em locais distantes ou isolados do solo, desde que mantenham outra fonte de umidade.

CUPINS DE MADEIRA SECA: Estes insetos conseguem se estabelecer diretamente no interior da madeira, não exigindo contato com o solo ou umidade, como no caso dos cupins subterrâneos. Eles se alimentam da madeira e constroem galerias em seu interior, de tal forma que as peças severamente atacadas tem suas características mecânicas comprometidas devido aos vazios que se originam no seu interior. São insetos sociais e suas colônias são menos numerosas que as dos cupins subterrâneos. Periodicamente, os indivíduos reprodutores alados revoam e procuram atacar novas peças de madeiras, ampliando assim a infestação. As duas únicas maneiras eficazes de erradicar a praga dos cupins consistem na eliminação dos ninhos existentes ou na criação de uma barreira química que impeça o acesso dos cupins a alvenaria ou madeira. Outras medidas, como o tratamento localizado, por exemplo tem função paliativa, visto que a fonte de infestação permanecerá viva e o ataque poderá se alastrar para outras áreas não tratadas.  

 

 

 

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